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MS Journal #12  :  Julho. 2025

 
 
 

FUNÇÃO, FORMA E FLUIDEZ

 
 

“O que importa são as ideias. Se as ideias conseguem se sustentar no nosso clima, nos nossos mares de verde, nas silhuetas das montanhas e no nosso sol escaldante, então eu acho que podemos dizer que temos uma arquitetura.”

– Geoffrey Bawa

 
 
 

Nesta edição, escolhemos dedicar o nosso olhar a Geoffrey Bawa — arquiteto cingalês e principal nome do tropical modernism. Sua obra representa uma arquitetura profundamente enraizada no lugar, que elimina o ruído do excesso e privilegia a integração entre espaço, material e uso.

 

Assim como buscamos em cada peça um equilíbrio entre função, conforto e estrutura para que ela faça parte do dia a dia, Bawa projetava ambientes que respondiam ao clima, à vegetação e à experiência de quem habita. 

 

 Bawa captava a essência das coisas e a traduzia em suas obras, entrelaçando arquitetura com interiores e paisagens. Em seus projetos no Sri Lanka, não há excessos nem ausências. 

 
 
 
 
 

Lunuganga Estate, sua casa de campo e principal laboratório criativo, onde arquitetura e paisagem se fundem em uma composição contínua. O jardim vira construção. O espaço interno é tratado com a mesma lógica de um pátio externo. Cada perspectiva é pensada como parte de uma sequência fluida, sem pontos fixos ou fronteiras rígidas.

 
 
 

O Sri Lankan Parliament Building, em Kotte, articula monumentalidade e leveza com proporções silenciosas e uso estratégico de planos d’água. Mesmo com escala institucional, o projeto se ancora no entorno com naturalidade.

 
 
 

No Heritance Kandalama Hotel, em Dambulla, a construção literalmente desaparece na paisagem. Bawa usa vegetação, pedra, ventilação cruzada e circulação aberta para criar uma experiência ambiental, e não apenas um abrigo.

 
 
 
 
 

O Bentota Beach Hotel, projeto pioneiro na arquitetura de resorts tropicais, redefine o conceito de hospitalidade ao partir da geografia — não de uma planta genérica.

 
 
 
 
 
 
 

Embora tenha buscado referências ao redor do mundo, Bawa nunca se afastou das necessidades locais e dos recursos disponíveis. Um bom exemplo disso é a história da Kandalama Lounge Chair.

Na década de 1990, ele recebeu de presente uma espreguiçadeira de ferro ondulado criada pelo arquiteto australiano Russell Hall. A forma curvilínea, quase escultural, ressoava com seu interesse por estruturas que desafiam convenções. Inspirado por essa peça, Bawa desenhou uma versão complementar para seu jardim em Lunuganga — e mais tarde usou essa mesma linguagem no projeto do Kandalama Hotel.

 

A colaboração silenciosa entre os dois arquitetos mostra como o diálogo entre referências internacionais e soluções locais pode gerar inovação material e formal, sem comprometer o contexto. 

 

Se você gostou de mergulhar no universo de Geoffrey Bawa, te convidamos a conhecer a coleção Cubos.

 
 

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Enviado por Marina Schaffa
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