“O que importa são as ideias. Se as ideias conseguem se sustentar no nosso clima, nos nossos mares de verde, nas silhuetas das montanhas e no nosso sol escaldante, então eu acho que podemos dizer que temos uma arquitetura.”
– Geoffrey Bawa
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Nesta edição, escolhemos dedicar o nosso olhar a Geoffrey Bawa — arquiteto cingalês e principal nome do tropical modernism. Sua obra representa uma arquitetura profundamente enraizada no lugar, que elimina o ruído do excesso e privilegia a integração entre espaço, material e uso.
Assim como buscamos em cada peça um equilíbrio entre função, conforto e estrutura para que ela faça parte do dia a dia, Bawa projetava ambientes que respondiam ao clima, à vegetação e à experiência de quem habita.
Bawa captava a essência das coisas e a traduzia em suas obras, entrelaçando arquitetura com interiores e paisagens. Em seus projetos no Sri Lanka, não há excessos nem ausências.
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Lunuganga Estate, sua casa de campo e principal laboratório criativo, onde arquitetura e paisagem se fundem em uma composição contínua. O jardim vira construção. O espaço interno é tratado com a mesma lógica de um pátio externo. Cada perspectiva é pensada como parte de uma sequência fluida, sem pontos fixos ou fronteiras rígidas. |
O Sri Lankan Parliament Building, em Kotte, articula monumentalidade e leveza com proporções silenciosas e uso estratégico de planos d’água. Mesmo com escala institucional, o projeto se ancora no entorno com naturalidade. |
No Heritance Kandalama Hotel, em Dambulla, a construção literalmente desaparece na paisagem. Bawa usa vegetação, pedra, ventilação cruzada e circulação aberta para criar uma experiência ambiental, e não apenas um abrigo. |
O Bentota Beach Hotel, projeto pioneiro na arquitetura de resorts tropicais, redefine o conceito de hospitalidade ao partir da geografia — não de uma planta genérica. |