Visualizar este e-mail como página web

 

MS Journal #14  :  Agosto 2025

 
 
 
 

QUANDO O ESTRANHO NOS INVADE

 
 

Já aconteceu com você de, diante de uma obra de arte, em vez de entendê-la ou achá-la bonita, simplesmente sentir um impacto difícil de explicar? Uma mistura de desconforto, arrebatamento e curiosidade? É sobre esse estado — o estranhamento que transforma — que dedicamos a edição de hoje.

 

 

 

Recentemente, estivemos em Inhotim. Não é apenas um museu a céu aberto: é um organismo vivo onde arquiteturas gigantescas invadem o espaço e interagem com ele.

 
Camila Cilento com o Escapulário Elos e o Colar Alfinete

©Hélio Oiticica, Invenção da cor, Penetrável Magic Square #5, De Luxe, 1977.

 
 

O mais surpreendente, porém, é que não param no espaço. Elas nos invadem também. O corpo é tomado pela escala monumental de obras que mudam a forma como vemos o chão, o céu e a vegetação.

 

 

 

É uma experiência compartilhada — todos que passam por lá sentem algo. Mas, ao mesmo tempo, é profundamente pessoal: cada um é tocado de uma forma única.

 
 

©Chris Burden, Beam Drop Inhotim, 2008

 
 

Essa sensação se repetiu quando visitamos o Storm King Art Center, em Nova York, cidade em que a marca foi criada.

 

 

 

Lá, esculturas monumentais se espalham por 500 acres de paisagem, conversando com o relevo e com o horizonte. Uma curva de aço de Richard Serra, um corte preciso de Maya Lin, uma forma abstrata de Alexander Calder… todas parecem feitas para estar exatamente onde estão, entre céu e terra.

 
 

©Menashe Kadishman, Suspended, 1977

 
 

Assim como em Inhotim, é impossível não sentir que o espaço também nos molda. Somos absorvidos pela vastidão, e ao mesmo tempo expandidos por ela.

 
 

A arte como alimento do estranho

 
 
 

O filósofo Ben-Ami Scharfstein, em seu livro Art Without Borders, escreve:

 

“Sem arte, os seres humanos seriam versões muito mais tristes e monótonas do que realmente somos. A arte satisfaz a fome inescapável por experiências imaginadas em todas as suas variações imagináveis.”

 

 

 

Essa frase resume o que lugares como Inhotim e Storm King são capazes de provocar: a arte age como um alimento invisível, expandindo nossa imaginação e nos transformando justamente quando nos desconcerta.

  

 

 

  • O estranhamento é um desconforto fértil. Ele abre espaço para pensar diferente, sentir diferente, ser diferente.

 

  • O arrebatamento é a revelação emocional, quando algo maior que nós se impõe, sem pedir permissão.

 

 

  

Nos dois casos, somos tirados da zona de conforto. E é nesse deslocamento que mora a possibilidade de mudança.

 

 

 

Portanto, deixamos aqui uma provocação: qual foi a última vez em que uma obra de arte, um espaço ou uma paisagem te gerou estranhamento — e, justamente por isso, te transformou?

 

 

 

Esperamos que este espaço também faça parte das experiências transformadoras do seu cotidiano. 

 
 
 
 
 

E justamente porque somos capazes de mudar, poder dar novo sentido ao que não usamos mais é tão valioso.

 

 

 

MS : Upcycle. Transforme em algo novo aquilo que você não usa mais

 
 
shop sobre contato MS upcycle
Instagram

Enviado por Marina Schaffa
Caso não queira mais receber estes e-mails, cancele sua inscrição.