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MS Journal #26  :  Janeiro 2026

 
 

O mundo está escolhendo cores como quem escolhe estados de espírito

 

Desde 1999, a Pantone escolhe uma “cor do ano”. Oficialmente, é sobre design. Na prática, é sobre outra coisa: o que estamos tentando sentir coletivamente.

 

 

 

Em dezembro de 2025, a autoridade global de cores, anunciou a Cor do Ano 2026: Cloud Dancer, um tom suave de branco etéreo. Mas, como toda boa linguagem visual, essa escolha fez mais do que aparecer em paletas, despertou diálogo, debate e reflexão cultural. 

 
Anel Gap

Divulgação Pantone

 

Quando pensamos em cor, muitas vezes imaginamos tonalidades vibrantes. Mas o branco Cloud Dancer não é simplesmente “ausência de cor, nem qualquer branco. É um branco-nuvem, um branco que promete ser “um sussurro de paz em um mundo barulhento”. Uma tentativa explícita de nos oferecer uma tela em branco emocional.

 

 

 

Segundo a Pantone, Cloud Dancer representa:

  • Calma e serenidade num mundo hiperestimulante
  • Espaço para reflexão e criatividade
  • Uma sensação de reinício e clareza mental

 

 

Do ponto de vista da psicologia das cores, o branco está ligado a:

  • Pureza, abertura e simplicidade
  • Sensação de expansão visual e mental
  • Quietude e foco interior
  • O silêncio antes do gesto.
  • A ideia de que ainda dá para recomeçar.

 

 

É quase como olhar para uma tela em branco, uma pausa consciente em meio ao ruído visual do cotidiano.

 
Anel Gap

Divulgação Pantone

 

Ao mesmo tempo, é impossível ignorar o que está no ar. Em muitos círculos, o discurso do minimalismo, do quiet luxury, do clean, começa a ser questionado. Há uma retomada do excesso, do colorido, do expressivo. E isso faz parte de um movimento pendular natural da cultura.

 

 

 

Mas talvez o ponto não seja escolher um lado. Talvez seja entender o que, em meio a esse ruído, realmente nos faz bem.

 

 

 

No universo do design, da moda e do lifestyle, o minimalismo nunca foi apenas uma estética. Ele sempre foi, sobretudo, uma filosofia sensorial: selecionar o essencial, criar espaço, reduzir o excesso para ampliar a presença. Não é sobre ser 100% neutro, silencioso ou contido,  é sobre ter o silêncio, o tempo e a qualidade como pano de fundo, mesmo quando as formas externas podem mudar.

 

 

 

Veja aqui a edição do MS Journal sobre minimalismo

 

 

 

Nesse sentido, o Cloud Dancer não é uma regra. É um símbolo. Ele reduz estímulos para ampliar percepção, transformando espaços, objetos e experiências em lugares de intenção.

 

O que isso significa para marcas e criadores

 
Anel Gap

Cos SS25

 

A cor, e o silêncio visual do branco, nos lembra algo fundamental: cores não existem sozinhas. Elas conversam com histórias, emoções e contextos sociais.

 

 

 

No fim, a Cloud Dancer não é apenas uma cor bonita nem uma tendência a ser seguida – defendemos que você use sempre apenas o que funciona para você.  Ela funciona como um termômetro emocional do nosso tempo. Em um mundo ainda atravessado por instabilidade, excesso de informação e cansaço coletivo, o desejo por calma, pausa e clareza faz sentido.

 

 

 

Isso não significa que tudo precise ser branco, neutro ou minimalista. Significa apenas que, por baixo de qualquer estética, seja ela loud ou quiet,  existe uma busca silenciosa por mais sentido, mais presença e mais verdade.

 

 

 

Cores não fazem previsões, mas revelam estados de espírito. Se, como nós, você se identifica com este aspecto do zeitgeist, te convidamos a conhecer a coleção de essenciais FIO.

 

 

 

Até a próxima edição. 

 
 

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Enviado por Marina Schaffa
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