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MS Journal #34  : Maio 2026

 
 

Ser mãe é verbo, não título

 

Talvez a maternidade tenha menos a ver com perfeição e mais com presença.

 
 

Existe um imaginário muito rígido sobre o que significa ser mãe. Como se a maternidade viesse com um manual invisível: ser forte, ser calma, ser disponível, ser tudo. Mas talvez ser mãe tenha menos a ver com cumprir uma imagem e mais com habitar uma transformação.

 

 

Porque ninguém “vira mãe” de uma vez. A maternidade não acontece apenas no parto, nem começa no positivo de um teste. Ela nasce aos poucos. No susto. Na renúncia. Na culpa. Na descoberta de uma força que você nem sabia que existia.

 

 

E também no cansaço. Na ambivalência. Na vontade de sumir por cinco minutos e, ao mesmo tempo, na certeza de que nunca mais se é a mesma. Ser mãe não é sobre perfeição, é sobre presença.

 

 

É sobre aprender a amar alguém antes mesmo de entender como continuar sendo você. É sobre perceber que cuidado também é identidade. Que vulnerabilidade também é potência. E que existir para alguém não significa desaparecer de si.

 

 

Talvez por isso o Dia das Mães não seja apenas uma data de celebração, mas um convite à reflexão sobre quem materna, quem sustenta, quem acolhe. A maternidade real não cabe em uma única definição. E é justamente aí que mora sua beleza.

 

Luxos invisíveis da maternidade

 

Nem sempre o autocuidado vem em forma de presente. Às vezes, ele aparece no silêncio, no tempo, na pausa. Nos pequenos privilégios que, depois da maternidade, ganham outro peso, e outro valor.

 

 

Aqui vai uma curadoria nossa de luxos invisíveis:

 

— Uma manhã sem pressa
— Um café ainda quente
— Um almoço sozinha, sem culpa
— Dormir até mais tarde
— Um banho longo com a porta fechada
— Um jantar sem interrupções
— Delegar sem culpa
— Dizer não sem justificativa
— Um perfume novo
— O silêncio
— Voltar a fazer algo só por prazer
— Lembrar que ainda existe uma mulher além da mãe

 

Para sentir, lembrar e repensar a maternidade

 

Algumas histórias ajudam a nomear aquilo que a gente sente e nem sempre consegue explicar.

 

 

Livros, filmes e objetos que atravessam gerações e nos lembram que maternar também é herança, memória e construção.

 

Livros que falam sobre amor, ambivalência e identidade

 
Anel Gap
 

Tudo Sobre o Amor: porque amar também é uma escolha diária, e uma prática.

 

 

Um Amor Incômodo: sobre a complexidade silenciosa da relação entre mães e filhas.

 

 

Maternidade e o Encontro com a Própria Sombra: sobre tudo aquilo que a maternidade revela, inclusive sobre nós mesmas.

 

Filmes sobre mães reais e imperfeitas

 
Anel Gap
 

Lady Bird: porque às vezes amor e conflito moram exatamente no mesmo lugar.

 

 

The Lost Daughter: uma visão menos romantizada, e mais honesta, sobre a maternidade.

 

 

Hamnet: uma história sobre luto, maternidade e tudo aquilo que permanece quando o amor precisa sobreviver à ausência.

 

Objetos que carregam herança afetiva

 
Anel Gap
 

Uma joia herdada.
Uma receita escrita à mão.
Um perfume que lembra infância.
Uma camisa branca da mãe.
Uma bolsa antiga.
Um lenço guardado.
Uma carta esquecida na gaveta.

 

 

Mas lembre-se: nem tudo o que passa de mãe para filha é visível. Às vezes, o maior legado mora justamente no que não se toca.

 

Neste Dia das Mães, mais do que homenagear, queremos reconhecer as múltiplas formas de ser mãe e as múltiplas versões de cuidado. E a beleza de viver esse papel sem precisar caber em expectativas prontas. Porque ser mãe, não é sobre corresponder, mas sim sobre sentir, transformar e seguir.... do seu jeito.

 
 

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Enviado por Marina Schaffa
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